quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O que é Pedagogia Quântica?

 1º Congresso Nacional de Pedagogia Quântica

 A Física Quântica traz uma nova concepção de mundo, um novo olhar em diferentes setores da nossa vida: saúde, educação, relacionamentos, crescimento, empoderamento pessoal... Por isso é importante, antes de falar em pedagogia,  entendermos como os princípios básicos da física  moderna atingem o nosso cotidiano. Então vamos lá... Vivemos em um mundo feito de energia. Tudo é energia, absolutamente tudo. Olhe ao seu redor, tudo que é visível e o que não é visível é energia: a mesa, a cadeira, as plantas, as pessoas, a luz, o som, as ondas eletromagnéticas que são transmitidas pelos equipamentos eletrônicos, etc... A física afirma que a matéria é constituída por partículas subatômicas que são pequenos pacotes de energia e podem se comportar de diferentes maneiras, ora como onda, ora como partícula (princípio da dualidade onda-partícula). Mas o que isso significa? Esse video mostra um pouquinho desse conceito:


          
O simples ato de observar alterou o comportamento da partícula. Quem é este observador? Este observador somos nós, que moldamos e construímos a nossa realidade a todo instante. Nossos pensamentos, sentimentos, emoções são partículas de energia que criam o mundo físico! A consciência do observador está no controle da sua realidade!
Qual é a relação disto tudo com a Pedagogia? O maior objetivo da Pedagogia Quântica é despertar esse observador consciente desde a mais tenra infância. Conduzir as crianças para que percebam com mais clareza seus pensamentos, sentimentos e emoções gerenciando seus talentos, desejos, ambições tornando-se construtor pró ativo da sua realidade.    Muitas atividades podem ser criadas a partir daí. Atividades de empoderamento, de desenvolvimento das percepções sensoriais, cognitivas, emocionais fazendo uma articulação entre estes eixos na constituição do ser integral, pleno de infinitas possibilidades!
A educação tradicional está bastante voltada para o desenvolvimento cognitivo de maneira competitiva com o intuito de preparar o aluno para o mercado de trabalho apenas... Hoje sabemos que o pano de fundo do desenvolvimento harmônico está no gerenciamento consciente das emoções e pensamentos. O estado de Coerência Cardíaca é a sintonia destes aspectos, ao integrar cérebro e coração, proporcionando um estado de equilíbrio e conexão com um campo maior de informações.
Quando estamos nos sentindo realizados, felizes, fazendo aquilo que gostamos, enfim, de bem com a vida e em um estado de presença, todo nosso corpo entra neste estado coerente estimulando a homeostase orgânica, que é o equilíbrio entre os sistemas cardiovascular, respiratório, endócrino, imunológico, etc.
Cultivar estes momentos dentro da escola, para que este estado de coerência seja uma constante é um dos objetivo da Pedagogia Quântica. O espaço escolar começa a sair gradualmente do foco do conflito, das dificuldades, das limitações, da vibração de escassez para vibrar nos aspectos positivos do saber, do construir, do criar, do relacionar-se de modo mais saudável consigo mesmo, com o outro e com o Universo de potencialidades!! 
          
"Os físicos descobriram que os átomos físicos são vórtices de energia que estão constantemente em vibração. Então toda estrutura do Universo, incluindo você e eu, irradia uma assinatura única de energia." Bruce Lipton
http://pedagogiaquantica.com.br/

terça-feira, 26 de agosto de 2014

RITALINA, a droga legal que ameaça o futuro

Com efeito comparável ao da cocaína, droga é receitada a crianças questionadoras e livres. Professora afirma: “podemos abortar projetos de mundo diferentes”
Por Roberto Amado, no DCM
É uma situação comum. A criança dá trabalho, questiona muito, viaja nas suas fantasias, se desliga da realidade. Os pais se incomodam e levam ao médico, um psiquiatra talvez.  Ele não hesita: o diagnóstico é déficit de atenção (ou Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH) e indica ritalina para a criança.
O medicamento é uma bomba. Da família das anfetaminas, a ritalina, ou metilfenidato, tem o mesmo mecanismo de qualquer estimulante, inclusive a cocaína, aumentando a concentração de dopamina nas sinapses. A criança “sossega”: pára de viajar, de questionar e tem o comportamento zombie like, como a própria medicina define. Ou seja, vira zumbi — um robozinho sem emoções. É um alívio para os pais, claro, e também para os médicos. Por esse motivo a droga tem sido indicada indiscriminadamente nos consultórios da vida. A ponto de o Brasil ser o segundo país que mais consome ritalina no mundo, só perdendo para os EUA.
A situação é tão grave que inspirou a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora titular do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, a fazer uma declaração bombástica: “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro”, disse ela em entrevista ao  Portal Unicamp. “Quem está sendo medicado são as crianças questionadoras, que não se submetem facilmente às regras, e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de mil  anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível”, diz ela.
O fato, no entanto, é que o uso da ritalina reflete muito mais um problema cultural e social do que médico. A vida contemporânea, que envolve pais e mães num turbilhão de exigências profissionais, sociais e financeiras, não deixa espaço para a livre manifestação das crianças. Elas viram um problema até que cresçam. É preciso colocá-las na escola logo no primeiro ano de vida, preencher seus horários com “atividades”, diminuir ao máximo o tempo ocioso, e compensar de alguma forma a lacuna provocada pela ausência de espaços sociais e públicos. Já não há mais a rua para a criança conviver e exercer sua “criancice.
E se nada disso funcionar, a solução é enfiar ritalina goela abaixo. “Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la a lidar com essa criança. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada”, diz a médica.
Mas os problemas não param por aí. A ritalina foi retirada do mercado recentemente, num movimento de especulação comum, normalmente atribuído ao interesse por aumentar o preço da medicação. E como é uma droga química que provoca dependência, as consequências foram dramáticas. “As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento”, diz a médica. “Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA)”.
Enquanto isso, a ritalina também entra no mercado dos jovens e das baladas. A medicação inibe o apetite e, portanto, promove emagrecimento. Além disso, oferece o efeito “estou podendo” — ou seja, dá a sensação de raciocínio rápido, capacidade de fazer várias atividades ao mesmo tempo, muito animação e estímulo sexual — ou, pelo menos, a impressão disso. “Não há ressaca ou qualquer efeito no dia seguinte e nem é preciso beber para ficar loucaça”, diz uma usuária da droga nas suas incursões noturnas às baladas de São Paulo. “Eu tomo logo umas duas e saio causando, beijando todo mundo, dançando o tempo todo, curtindo mesmo”, diz ela.
http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/ritalina-a-droga-legal-que-ameaca-o-futuro/